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ANSIEDADE Saiba tudo sobre o mal do século: causas, consequências, sintomas, tratamentos e muito mais

O que é ansiedade?

Ansiedade é a reação natural do corpo ao stress. É um estado emocional caracterizado por sentimentos de tensão, preocupação e pensamentos ruins. É importante ressaltar que nem sempre a ansiedade é uma doença. A ansiedade em seu estado normal é saudável para o indivíduo, pois ela o impulsiona para realizar projetos, prosperar e planejar o futuro. O que se torna alarmante é o excesso desse sentimento.

Dependendo da frequência e intensidade dos sintomas, a ansiedade pode se tornar uma patologia de diversas formas: transtorno depressivo maior ou com certos transtornos de personalidade; transtorno de ansiedade generalizada; transtornos mentais; transtorno alimentar; transtorno de pânico, transtorno obsessivo compulsivo, dentre outros desdobramentos que vamos abordar neste texto.

As pessoas tendem a usar as definições de preocupação e ansiedade de forma errônea, mesmo sendo estados psicológicos muito distintos. Apesar de estarem associados com o conceito geral de preocupação e inquietação, a maneira que convivemos, no cotidiano, com esses sentimentos são extremamente diferentes, bem como suas implicações em nossa saúde emocional, física e psicológica.

O que é transtorno de ansiedade?

Transtorno de ansiedade é uma doença causada pelo excesso de a ansiedade ou medo - estados emocionais comuns do ser humano. O transtorno interfere no dia a dia da pessoa e também afeta diretamente o seu comportamento.

Este transtorno mental faz com que ela tenha pensamentos negativos e uma série de desencadeamentos de sintomas fisiológicos e emocionais que podem prejudicar a vida social e rotina. Os transtornos de ansiedade Além disso, podem aumentar a chance de desencadear doenças cardiovasculares, obesidade e diabetes, além de ganho de peso, gordura abdominal e aumento da pressão arterial.

Geralmente a intensidade do sintoma físico pode variar dependendo do grau e do estado de cada pessoa. Esses sintomas podem ser tão intensos que, muitas vezes, as pessoas buscam ajuda médica acreditando estar com problemas no coração ou em algum outro órgão.

Causas da ansiedade

Existem várias teorias e até mesmo crenças sobre onde e como surgiu a ansiedade. Predisposição genética, fatores ambientais e até mesmo histórico familiar são algumas das centenas possibilidades de origem da ansiedade. Apesar de não ser a mesma causa para todas as pessoas, alguns fatores são bem comuns:

Fatores ambientais como pressão no trabalho e situações familiares. Esses fatores podem gerar uma preocupação constante a ponto de evoluir de uma ansiedade comum e natural para um quadro mais sério de transtorno;

Fatores emocionais gerados por crenças adquiridas durante a vida. Pensamentos disfuncionais e que normalmente as pessoas não conseguem avaliar se são verdadeiros ou não devido ao tempo em que esses pensamentos negativos são interiorizados na mente.

Cada indivíduo é único, tem suas experiências e gatilhos, isso nos leva à conclusão que não podemos generalizar ou então colocar em uma prateleira todas as pessoas taxá-las. Por isso a importância da investigação e entender o que desperta a ansiedade em cada pessoa.

Quais os sintomas de ansiedade

Geralmente os sintomas físicos da ansiedade são os que mais assustam e que despertam a atenção da pessoa para buscar por tratamento. Mas a ansiedade afeta o nosso corpo, mente e desempenho de várias formas:

  • Sintomas emocionais: tristeza, nervosismo, irritabilidade,

  • Sintomas fisiológicos: coração acelerado, sensação de formigamento, falta de ar, sudorese, tontura, dor de cabeça, dores musculares, insônia

  • Sintomas comportamentais: impulsividade, agressividade, fala acelerada;

  • Sintomas cognitivos: dificuldade de concentração e tomada de decisão, preocupações excessivas.

Um sentimento pertinente que faz parte da crise de ansiedade é a preocupação. Conforme os sintomas físicos vão aumentando, o psicológico entra em estado de alerta e tensão. Nessa hora, o fluxo de pensamentos é bem maior e o conteúdo desses pensamentos é sempre negativo.

As principais consequências da ansiedade na sua vida

O transtorno de ansiedade pode acabar afetando a vida das pessoas em muitos aspectos, trazendo consequências no trabalho, nas relações conjugais e até mesmo no corpo - tudo isso contribuindo muito para a piora do quadro de ansiedade.

Relações familiares e conjugais

O desgaste nas relações familiares ocorre em função da maneira como a pessoa ansiosa demonstra suas emoções e comportamentos. Como ele vê as coisas de forma negativa, ele tem dificuldade de buscar novas evidências sobre os fatos gerando brigas e conflitos. Eles se sentem menos felizes, brigam com mais frequência pois não conseguem se fazer entender pelo parceiro além de os impedir de participar em atividades normais do dia a dia.

Os que convivem com o ansioso se sentem sobrecarregados, exaustos e estressados por terem que assumir tarefas que eram do outro.

Relações sociais

Para uma pessoa com transtorno de ansiedade social, situações sociais comuns e cotidianas causam tanta ansiedade, medo e autoconsciência que o isolamento parece ser um alívio. A pessoa pode ir muito longe e inventar desculpas para evitar eventos públicos ou apresentações. Ela pode nem mesmo ser capaz de comer com amigos ou fazer compras no supermercado, muito menos ir a uma festa e estar cercada por estranhos. Isso pode levar a sentimentos de isolamento e desconexão e desencadear um distúrbio ainda mais grave.

Transtorno de ansiedade social também pode causar uma pessoa a temer que ela vai envergonhar ou humilhar-se. A intensidade desses sentimentos para uma pessoa com transtorno de ansiedade social difere marcadamente dos sentimentos normais de nervosismo e desconforto que a maioria sente em algumas situações sociais.

Uma crescente retirada do isolamento social afetará adversamente os relacionamentos em todas as esferas da vida de uma pessoa, incluindo a família, a escola e o trabalho. Sofredores de transtorno de ansiedade social também podem tentar reduzir o impacto de seus sintomas através do uso de álcool, medicamentos prescritos ou outras substâncias que causam dependência.

Desempenho acadêmico

A ansiedade também pode afetar muito o desempenho acadêmico. Ela afeta a capacidade de atenção, interpretação, concentração e a memória de uma pessoa, dificultando o aprendizado e a retenção de informações. A pessoa ansiosa trabalha e pensa com menos eficiência, o que afeta significativamente sua capacidade de aprendizado.

A pessoa ansiosa está constantemente procurando e focando sua atenção nas possíveis ameaças. Isso afeta não só o desempenho escolar, como também as relações sociais no ambiente acadêmico, o que pode levar ao estresse e à depressão.

Desempenho profissional

Ter um transtorno de ansiedade pode causar um grande impacto no local de trabalho. Pessoas com transtornos de ansiedade comumente citam estas como situações difíceis: lidar com problemas; definição e cumprimento de prazos; manter relações pessoais; gerenciamento de pessoal; participar de reuniões e fazer apresentações.

Como já foi dito, a pessoa ansiosa busca focar sua atenção em possíveis ameaças, o que torna difícil manter o foco no trabalho. Isso leva a uma queda de desempenho na entrega de resultados.

Um dos maiores impulsionadores do desempenho no trabalho é o relacionamento interpessoal. Infelizmente, aqueles que experimentam ansiedade são mais propensos a evitar seus colegas de trabalho, na esperança de evitar conflitos interpessoais.

Além disso, as pessoas podem até recusar uma promoção ou outra oportunidade porque envolve viagens ou falar em público; dar desculpas para sair de festas no escritório, almoços de funcionários e outros eventos ou reuniões com colegas de trabalho.

Os sintomas de ansiedade podem ser tão graves que dificultam a pessoa arrumar ou manter emprego, o que pode causar problemas financeiros e sérias dificuldades econômicas.

Corporais - desordem alimentar

Um transtorno alimentar acontece quando uma pessoa experimenta alterações graves no comportamento alimentar, como extrema redução da ingestão de alimentos ou excessos excessivos, ou sentimentos de extrema angústia ou preocupação com o peso ou a forma do corpo. Uma pessoa com um transtorno alimentar pode fazer dieta, fazer exercícios ou comer excessivamente, o que pode ter consequências fatais ou fatais.

O transtorno de ansiedade traz consequências no trabalho, nas relações conjugais e até mesmo no corpo - tudo isso acaba gerando mais ansiedade

Elas podem restringir rapidamente ou severamente suas calorias, exercitar-se por horas a fio todos os dias ou tomar outras ações para evitar qualquer ganho de peso. Mesmo que muitas vezes estejam abaixo do peso, eles têm um medo intenso de engordar.

Ao lutar com a ansiedade severa, por exemplo, ser capaz de controlar aspectos de sua vida, como comida, peso e exercício, indiretamente dá à pessoa uma falsa sensação de controle, que pode aliviar temporariamente os sintomas experimentados devido à ansiedade. Esses comportamentos aprendidos, no entanto, podem, inadvertidamente, levar ao desenvolvimento de um distúrbio alimentar, como anorexia nervosa ou bulimia nervosa.

Disfunção erétil

A disfunção erétil é absolutamente um sintoma de ansiedade. Ansiedade - especialmente uma grave - pode causar uma série de problemas diferentes que afetam sua libido, e a impotência é uma delas.

A relação que a ansiedade tem com a impotência é complicada, porque cada pessoa experimenta os efeitos da ansiedade de maneira diferente. Algumas pessoas experimentam o oposto: a ejaculação precoce, em que o homem chega ao clímax muito rapidamente, como resultado da ansiedade.

Alguns homens experimentam ambos. Outros não são afetados. De fato, a ansiedade pode causar muitas mudanças diferentes que podem induzir a impotência, como:

  • Sobrecarregar o cérebro: Estudos mostram que, quando uma pessoa tem ansiedade severa, as partes "menos importantes" do seu cérebro diminuem a velocidade, já que elas não são tão importantes quanto as partes do cérebro que lidam com a ansiedade. Para alguns, uma das áreas do cérebro que pode sofrer essa interrupção é a área usada na atração sexual.

  • Emoções negativas: A ansiedade também cria algumas emoções negativas profundas. Infelizmente, essas emoções podem se tornar problemáticas quando se trata de energia sexual. É mais difícil para muitos homens sentirem estímulo sexual (uma emoção positiva) quando também estão sentindo emoções negativas.

  • Mente Distraída: Se a pessoa está muito preocupada com a ansiedade e com os sintomas, torna-se muito mais difícil manter o foco no momento presente, o que é necessário se você deseja também obter excitação física durante momentos íntimos. Mesmo que pareça que você está prestando atenção na pessoa à sua frente, você pode estar distraído em seu subconsciente.

Corporais - insônia

Os distúrbios do sono são caracterizados por padrões anormais de sono que interferem no funcionamento físico, mental e emocional. Estresse ou ansiedade podem causar uma noite sem dormir, assim como uma variedade de outros problemas.

Insônia é o termo clínico para pessoas que têm dificuldade em adormecer, dificuldade em permanecer dormindo, acordar cedo demais ou acordar sem se sentir bem.

A maioria dos adultos já teve problemas para dormir porque se sentem preocupados ou nervosos, mas para alguns é um padrão que interfere com o sono regularmente. Sintomas de ansiedade que podem levar à insônia incluem:

  • Tensão

  • Ficando preso em pensamentos sobre eventos passados

  • Preocupação excessiva com eventos futuros

  • Sentindo-se sobrecarregado por responsabilidades

  • Um sentimento geral de ser acelerado ou superestimulado

Não é difícil perceber por que esses sintomas de ansiedade geral podem dificultar o sono. A ansiedade pode estar associada ao início da insônia (dificuldade para dormir) ou à insônia de manutenção (acordar durante a noite e não conseguir voltar a dormir).

Em ambos os casos, a quietude e a inatividade da noite geralmente trazem pensamentos estressantes ou mesmo medos que mantêm a pessoa acordada.

Quando isso acontece por muitas noites (ou muitos meses), você pode começar a sentir ansiedade, medo ou pânico apenas com a perspectiva de não dormir. É assim que a ansiedade e a insônia podem se alimentar mutuamente e se tornar um ciclo que deve ser interrompido por meio do tratamento.

Como ocorre a ansiedade?

A ansiedade quase sempre envolve um sentimento de medo, pavor ou apreensão, que coloca o indivíduo em alerta e elevado nível de consciência, como se estivesse planejando uma maneira de se livrar de uma situação perigosa, de possíveis ameaças e situações de risco da forma mais rápida possível. Funciona como uma forma de estimular o corpo para a luta ou para a fuga.

Uma parte do cérebro, chamada de sistema límbico, é a principal responsável por iniciar a cadeia química de mensagens que informa o resto do corpo sobre uma situação de perigo. Medo e ansiedade são emoções. O sistema límbico representa o sistema emocional do cérebro. Entre as muitas estruturas do sistema límbico estão o hipocampo e a amígdala.

O hipocampo é primariamente responsável por funções de memória. Durante a excitação ansiosa, o hipocampo é ativado. O envolvimento do hipocampo sugere que experiências anteriores e memórias dessas experiências podem iniciar ou aumentar os sintomas de ansiedade. De uma perspectiva de sobrevivência, isso faz sentido. Seria útil lembrarmos que ser perseguido por um urso não resultou em uma experiência agradável e deve ser evitado. De fato, certos transtornos de ansiedade estão relacionados a memórias de experiências passadas.

A amígdala é responsável principalmente por regular as emoções, como o medo. Além de regular as emoções, acredita-se que a amígdala seja responsável por detectar ameaças potenciais no ambiente e soar o "alarme" de perigo.

A amígdala leva a outra estrutura chamada hipotálamo. O hipotálamo é extremamente importante em relação à ansiedade. Serve para controlar o sistema nervoso autônomo e vários tipos de mensageiros químicos, incluindo muitos hormônios e neurotransmissores. O sistema nervoso autônomo, juntamente com esses hormônios e neurotransmissores, têm papéis fundamentais na produção de sintomas de ansiedade à medida que o corpo se prepara para a ação. Assim, quando nossos corpos sentem algum tipo de perigo ou ameaça, a amígdala, através do hipotálamo, envia uma mensagem ao sistema nervoso autônomo para se preparar para a ação (luta ou fuga).

O sistema nervoso autônomo (SNA) consiste em dois subsistemas opostos. Estes são o sistema nervoso simpático (SNS) e o sistema nervoso parassimpático (SNP). O sistema nervoso autônomo é como um interruptor - ele tem uma posição "ligada" e "desligada". Não pode estar em posições diferentes ao mesmo tempo. O SNS é o equivalente da posição "ligado" do interruptor, enquanto o PNS é o equivalente da posição "desligada". O SNS é responsável pela resposta de luta ou fuga e prepara o corpo para ação. A ativação do SNS é semelhante a um comandante militar, gritando "aos seus postos". Por outro lado, o PNS é como se o comandante militar ordenasse "descansar". O PNS inicia a resposta de descanso e relaxamento. Ele traz o seu sistema de volta ao estado normal.

O SNS tem uma resposta de tudo ou nada. Isso significa que, como nos dominós, se você derrubar um deles, uma cascata começa. Quando o SNS é ativado, faz com que as glândulas adrenais liberem os químicos adrenalina e noradrenalina. Estes também são conhecidos como epinefrina e norepinefrina. Esses produtos químicos agem como o combustível do corpo. Quando os motores do corpo são acelerados, isso produz muitos dos sintomas físicos desagradáveis ​​da ansiedade. Assim como um carro, seu corpo acaba ficando sem combustível. Em outras palavras, não pode estar no modo de luta ou fuga para sempre. Seu corpo pode ficar sem esses combustíveis de duas maneiras diferentes. Primeiro, uma equipe de limpeza química pode ser despachada para livrar o corpo de adrenalina e noradrenalina não utilizadas. Segundo, o corpo pode ser colocado na posição "desligada" do interruptor, significando que o PNS começa a fazer o seu trabalho de trazer descanso e relaxamento. No entanto, assim como um carro, o corpo não pode parar imediatamente. Deve desacelerar, às vezes mais lentamente do que gostaríamos. Essa desaceleração gradual na verdade tem uma função de proteção. Imagine o homem da caverna novamente. Se um animal selvagem atacá-lo, esse animal pode retornar, ou pode retornar com reforços! Portanto, é melhor que o corpo permaneça um pouco preparado e pronto para o caso de a ameaça retornar, em vez de retornar a um estado completamente normal muito rapidamente.

Portanto, enquanto o PNS está fazendo seu trabalho para trazer um estado gradual de relaxamento, pode demorar um pouco para que alguns desses sentimentos ansiosos e sensações físicas desapareçam. Essas sensações podem incluir: tontura, dor no peito, coração acelerado, sensação de formigamento, dificuldade para respirar, náusea, dor de estômago ou estômago, boca seca, constipação e transpiração. Esses sintomas de ansiedade são criados pela ativação do sistema nervoso simpático em preparação para a luta ou fuga. Esses sintomas ocorrem quando o sistema nervoso ativa os outros sistemas do corpo para um bom desempenho durante uma situação de luta ou fuga.

Os tipos de transtorno de ansiedade

Como citado no começo do texto, a ansiedade tem seus desdobramentos e variedades. Vamos elencar e desenvolver cada tópico:

Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)

O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é um transtorno psiquiátrico caracterizado por um constante sentimento de preocupação e medo que interfere na vida diária. Pessoas com Transtorno de Ansiedade Generalizada podem experimentar sentimentos de pavor, angústia ou agitação por nenhuma razão discernível - psiquiatras referem-se a essa ansiedade inexplicável, sem desencadeantes, como "ansiedade flutuante livre".

Aqueles com TAG podem esperar constantemente o pior, e se preocupar com coisas como trabalho, dinheiro, família e amigos, ou com sua saúde, mesmo quando não há motivos reais para se preocupar. A ansiedade sentida com esse distúrbio pode ocorrer por uma razão específica ou ser desencadeada por um evento, mas pode ser desproporcionalmente grande ou irrealista para a situação.

O Transtorno de Ansiedade Geral pode se transformar em um ciclo de preocupação excessiva. Embora muitas pessoas com TAG percebam que sua preocupação é irreal ou injustificada, os sentimentos de ansiedade persistem e parecem incontroláveis, deixando os pacientes descontrolados. Alguns dos aflitos ainda podem levar uma vida normal com empregos produtivos e vidas sociais ativas, mas estão constantemente lutando internamente com preocupação e angústia.

O TAG é acompanhada por três ou mais dos seguintes sintomas:

  • Preocupações e medos excessivos;

  • Visão irreal de problemas;

  • Inquietação ou sensação de estar sempre “nervoso”;

  • Irritabilidade;

  • Tensão muscular;

  • Dores de cabeça;

  • Sudorese;

  • Dificuldade em manter a concentração;

  • Náuseas ou queimação no estômago;

  • Necessidade de ir ao banheiro com frequência;

  • Fadiga e sensação de cansaço constante;

  • Dificuldade para dormir ou manter-se acordado;

  • Surgimento de tremores e espasmos;

  • Ficar facilmente assustado.

O transtorno de ansiedade generalizada é o transtorno de ansiedade mais comum que afeta adultos mais velhos. Pode prejudicar a vida social, saúde, trabalho e vários outros setores do paciente.

Em qualquer nível ou intensidade da TAG se faz necessário o acompanhamento clínico multidisciplinar: psiquiatra e psicólogo. Em alguns casos da TAG são indicados o uso de remédios alopáticos que só podem ser prescritos por um médico psiquiatra.

Síndrome do Pânico

Com o transtorno do pânico, uma pessoa tem breves ataques de intenso terror e apreensão, muitas vezes marcados por tremores, confusão, tontura, náuseas e dificuldade para respirar. Esses ataques de pânico são definidos como medo ou desconforto, que surgem abruptamente em menos de dez minutos e podem durar várias horas.

Os ataques podem ser desencadeados por estresse, pensamentos irracionais, medo geral ou medo do desconhecido. É comum a pessoa diagnosticada com síndrome de pânico sempre evitar locais que despertem o sentimento de medo, que pode ser locais muito tumultuados, academias, ambientes escolares ou algum lugar que seja marcante na sua memória afetiva e desencadeia os sintomas de síndrome de pânico.

No entanto, por vezes, o gatilho não é claro e os ataques podem surgir sem aviso prévio. Para ajudar a evitar um ataque, é possível evitar o gatilho. Porém, nem todos os ataques podem ser evitados.

Além de ataques de pânico inesperados e recorrentes, um diagnóstico de transtorno de pânico requer que tais ataques tenham consequências crônicas: preocupação com as possíveis implicações dos ataques, medo persistente de ataques futuros ou mudanças significativas no comportamento relacionado aos ataques. Como tal, aqueles que sofrem de transtorno de pânico apresentam sintomas mesmo fora de episódios de pânico específicos.

Muitas vezes, as alterações normais no batimento cardíaco são notadas por um sofredor de pânico, levando-os a pensar que algo está errado com seu coração ou estão prestes a ter outro ataque de pânico.

Em alguns casos, uma consciência aumentada, chamada de hipervigilância, do funcionamento do corpo ocorre durante os ataques de pânico, em que qualquer alteração fisiológica percebida é interpretada como uma possível doença com risco de vida, também conhecida como a hipocondria extrema.

Agorafobia

Agorafobia é a ansiedade específica sobre estar em um lugar ou situação onde a fuga é difícil ou embaraçosa ou onde a ajuda pode estar indisponível. Agorafobia está fortemente ligada ao transtorno do pânico e é muitas vezes precipitada pelo medo de ter um ataque de pânico. Uma manifestação comum envolve a necessidade de estar em visão constante de uma porta ou outra rota de fuga.

A agorafobia tem características bem marcantes que ajudam no diagnóstico, como o medo de usar transporte público, estar em espaços abertos e fechados, ficar sozinho em uma multidão e até de estar fora de casa sozinho.

Além dos próprios medos, o termo agorafobia é frequentemente usado para se referir aos comportamentos de evitação que os sofredores, geralmente, desenvolvem. O indivíduo evita ativamente a situação, requer um companheiro ou persiste com medo ou ansiedade intensos. Um exemplo: Após um ataque de pânico durante a condução de um veículo, alguém que sofre de agorafobia pode desenvolver ansiedade ao dirigir e, portanto, evitar dirigir. Esses comportamentos de evitação, muitas vezes, podem levar à sérias consequências e, em sua maioria, reforçam o medo pelo qual são causados.

O medo é desproporcional em relação à situação real e dura, no mínimo, seis meses. A agorafobia não tratada pode se tornar tão grave que uma pessoa pode ser incapaz até de sair de casa. Uma pessoa só pode ser diagnosticada com agorafobia se o medo for intensamente perturbador ou se interferir significativamente nas atividades diárias normais.

É por isso que esse tipo de ansiedade requer bastante observação e apoio familiar, visto em conta que ela prejudica o indivíduo de realizar atividades comuns do cotidiano como trabalhar e estudar, ou seja interfere na qualidade de vida como um todo.

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Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)

O transtorno obsessivo compulsivo se enquadra nas variações de ansiedade por ser um distúrbio psiquiátrico. É uma condição em que a pessoa tem obsessões (pensamentos ou imagens angustiantes, persistentes e intrusivas) ou compulsões (vontade de realizar repetidamente atos ou rituais específicos), que não são causados ​​por drogas ou ordem física e que causam sofrimento ou disfunção social.

Os rituais compulsivos são regras pessoais seguidas para aliviar a ansiedade que podem incluir pensamentos, impulsos, imagens, memórias e atos repetitivos e padronizados, como por exemplo, ações de checagem de situações ou atividades concluídas com êxito, limpeza extrema de partes do corpo ou objetos, além de ações que envolvam contagem, verificação, precisão e armazenamento.

Pesquisas mostram que o TOC afeta mais adultos, dentre eles as mulheres, em relação a crianças e adolescentes. Uma pessoa com TOC sabe que os sintomas são irracionais e, por isso, tenta constantemente lutar contra os pensamentos e esse tipo de comportamento.

Seus sintomas podem estar relacionados a eventos externos que eles temem (como a cozinha em chamas porque se esqueceram de desligar o gás do fogão ou o arrombamento da casa porque se esqueceram de trancar a casa) ou a se preocupar que eles se comportaram de maneira inadequada.

Não é certo porque algumas pessoas têm o TOC, mas fatores comportamentais, cognitivos, genéticos e neurobiológicos podem estar envolvidos. Os fatores de risco incluem história familiar, ser solteiro (embora isso, muitas vezes, possa resultar da gravidade do transtorno) e classe socioeconômica mais alta ou não ter um emprego remunerado.

Apesar de crônico, é possível superar o TOC e ter os sintomas reduzidos com o tempo para a maioria das pessoas que desenvolvem o transtorno.

Transtorno Dismórfico Corporal (TDC)

O transtorno dismórfico corporal (TDC), conhecido também como dismorfofobia, é um transtorno mental caracterizado pela ideia obsessiva, com controle limitado do indivíduo, de que algum aspecto da própria aparência é gravemente defeituoso e merece medidas severas para escondê-lo ou corrigi-lo.

Na maioria das vezes, a falha percebida é imaginada e qualquer tentativa de explicação sobre a falsa impressão é inútil. Quando real, a importância em relação ao defeito é severamente exagerada. De qualquer forma, os pensamentos a respeito são confusos, intrusivos e compulsivos, ocupando várias horas por dia do indivíduo.

As áreas comuns de imperfeições percebidas envolvem a pele (acne, oleosidade, rugas), face (excesso de pelos faciais), nariz, boca, dentes, calvície, seios ou genitais.

Os principais sintomas são:

  • Preocupações e medos excessivos;

  • Visão irreal de problemas;

  • Inquietação ou sensação de estar sempre “nervoso”;

  • Irritabilidade;

  • Tensão muscular;

  • Dores de cabeça;

  • Sudorese;

  • Dificuldade em manter a concentração;

  • Náuseas ou queimação no estômago;

  • Necessidade de ir ao banheiro com frequência;

  • Fadiga e sensação de cansaço constante;

  • Dificuldade para dormir ou manter-se acordado;

  • Surgimento de tremores e espasmos;

  • Ficar facilmente assustado.

As pesquisas em relação ao TDC são bem limitadas. No entanto, a medicação antidepressiva e a terapia cognitivo-comportamental (TCC) são consideradas formas de tratamento eficazes.

Transtorno de Estresse Pós-traumático (TEPT)

O transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) é um transtorno mental que pode se desenvolver depois que uma pessoa ou terceiros são expostos a um evento traumático, como casos de violência e agressão, guerra, terrorismo, tortura, acidentes de trânsito, catástrofes naturais ou qualquer outro fato que represente ameaça à vida.

Os sintomas desse tipo de distúrbio podem se manifestar em qualquer faixa de idade e levar meses ou anos para surgirem.

Trata-se de um conjunto de sinais e sintomas físicos, psíquicos e emocionais que inclui pensamentos e lembranças perturbadoras, sentimentos ou sonhos relacionados ao evento; sofrimento mental ou físico a sinais relacionados ao trauma; tentativas de evitar sinais, contatos e atividades que se relacionem ao trauma, causando isolamento social; alterações na maneira como uma pessoa pensa e sente, além de sintomas como taquicardia, sudorese, tonturas, dor de cabeça, distúrbios do sono, dificuldade de concentração, irritabilidade, hipervigilância.

Os indivíduos com TEPT quando se recordam do fato traumático, revivem o episódio, como se estivesse ocorrendo naquele momento e com a mesma sensação de dor e sofrimento que o agente estressor provocou.

Essa recordação, conhecida como revivescência, desencadeia alterações neurofisiológicas e mentais e aumenta os riscos de suicídio e automutilação intencional.

O tratamento para a TEPT, a terapia cognitiva comportamental é essencial, quando necessários, a indicação de medicamentos ansiolíticos por psiquiatras, além do acompanhamento e apoio da família e amigos.

Estes citados acima são os mais comuns, porém existem muitos outros transtornos de ansiedade, como Transtorno Afetivo Bipolar, Tricotilomania, Ansiedade induzida, Ansiedade Social, Acumulação, etc.

Como tratar a ansiedade

Existem diferentes formas e maneiras de tratar a ansiedade. Dentre elas, podemos listar terapias, medicamentos e outras técnicas mais naturais.

Terapias

Terapia Cognitivo-Comportamental

A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma terapia de curto prazo e a mais amplamente utilizada para transtornos de ansiedade. As pesquisas mostram que a TCC é eficaz no tratamento do transtorno do pânico, fobias, transtorno de ansiedade social e transtorno de ansiedade generalizada, entre muitas outras condições.

A TCC aborda padrões negativos e distorções na forma como olhamos para o mundo e para nós mesmos. Como o nome sugere, isso envolve dois componentes principais:

  • A terapia cognitiva examina como os pensamentos negativos e as cognições contribuem para a ansiedade;

  • A terapia comportamental examina como você se comporta e reage em situações que provocam ansiedade;

A premissa básica da TCC é que nossos pensamentos afetam a maneira como nos sentimos. Em outras palavras, não é a situação em que você está, que determina como você se sente, mas a sua percepção da situação.

Um mesmo evento, por exemplo, pode levar a emoções completamente diferentes em pessoas diferentes. Tudo depende das nossas expectativas individuais, atitudes e crenças. Para as pessoas com transtornos de ansiedade, as formas negativas de pensar estimulam as emoções negativas da ansiedade e do medo.

O objetivo da terapia cognitivo-comportamental para a ansiedade é identificar e corrigir esses pensamentos e crenças negativas.

A ideia é que, se você mudar a maneira como pensa, pode mudar a maneira como se sente. Trata-se do pensamento desafiador - também conhecido como reestruturação cognitiva - que é o processo no qual você desafia os padrões de pensamento negativo que contribuem para sua ansiedade, substituindo-os por pensamentos mais positivos e realistas.

Terapia de Exposição Prolongada (EP)

A terapia de exposição prolongada é um tipo específico de TCC usada para tratar o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) e fobias. O objetivo dessa terapia é ajudar os pacientes a superar a angústia que sentem quando lembram traumas do passado ​​ou quando ficam cara a cara com seus medos. Com a orientação de um terapeuta licenciado, o paciente é cuidadosamente reintroduzido às memórias ou lembranças do trauma. Durante o processo, o terapeuta orienta o paciente a usar técnicas de enfrentamento, como mindfulness ou terapia de relaxamento/imagética. O objetivo desta terapia é ajudar os pacientes a perceber que as memórias relacionadas ao trauma (ou fobias) não mais são perigosas e não precisam ser evitadas. Este tipo de tratamento geralmente dura de 8 a 16 sessões, uma por semana.

Remédios para ansiedade

Diferentes medicamentos são usados ​​no tratamento de transtornos de ansiedade, incluindo os tradicionais medicamentos ansiolíticos (normalmente prescritos para uso em curto prazo) e antidepressivos (geralmente como uma solução de ansiedade de longo prazo). Essas drogas podem proporcionar alívio temporário, mas possuem efeitos colaterais e trazem algumas preocupações relevantes com a segurança.

Elas também não são uma cura. Na verdade, há muitas dúvidas sobre sua eficácia a longo prazo. Além disso, pode ser muito difícil abandonar os medicamentos de ansiedade sem períodos difíceis de abstinência, que incluem a ansiedade de rebote que pode ser pior do que o problema original.

Então, como fazer se você está sofrendo? Mesmo quando o alívio da ansiedade vem com efeitos colaterais e perigos, isso pode parecer uma troca justa quando o pânico e o medo estão dominando sua vida.

A verdade é que há um tempo e lugar para a medicação de ansiedade. Se você tem ansiedade grave que está interferindo na sua capacidade de funcionar, a medicação pode ser útil, especialmente como tratamento de curto prazo. No entanto, muitas pessoas usam medicação anti-ansiedade quando a terapia, o exercício ou outras estratégias de autoajuda funcionam tão bem quanto ou melhor, e anda não teriam as desvantagens.

Medicamentos para ansiedade podem aliviar os sintomas, mas eles não são a melhor e nem a única solução. O uso de remédios só é recomendado quando prescritos e indicados por médicos e especialistas, pois podem causar dependência e efeitos colaterais.

Os principais remédios para ansiedade são:

  • Bupropiona

  • Paroxetina

  • Fluoxetina

  • Centralia

  • Rivotril - especialmente para quem tem dificuldade de dormir

  • Ritalina - especialmente para quem tem dificuldade de concentração

Fitoterápicos

Como alternativa ao uso de remédios alopáticos (ansiolíticos e antidepressivos), que podem causar efeitos colaterais e até dependência, muitos especialistas já indicam os remédios fitoterápicos, que são feitos com plantas e tem o mecanismo de ação semelhante às drogas sintéticas.

No entanto, vale esclarecer uma confusão corriqueira. “Os fitoterápicos, como todo medicamento, passam por uma série de pesquisas para comprovar sua eficácia. Já as plantas medicinais podem ser usadas de outras maneiras, no preparo de chás”, diferencia o professor de farmacologia Hudson Canabrava, da Universidade Federal de Uberlândia.

As 5 plantas atualmente reconhecidas cientificamente:

  1. Melissa, ou Melissa officinalis – Também conhecida como erva-cidreira, tem óleos essenciais que acalmam levemente. Formas de consumo: seu chá é a mais popular.

  2. Camomila, ou Matricaria recutita – Esse tipo de camomila tem efeito calmante. Formas de consumo: suas folhas e flores são empregadas em infusões.

  3. Erva-de-são-joão, ou Hypericum perforatum – É a mais eficiente para combater a depressão. Formas de consumo: usada na produção de medicamentos, ela só pode ser comprada com receita médica.

  4. Passiflora, ou Passiflora incarnata – Essa espécie de maracujá ajuda a controlar crises de ansiedade e depressão. Formas de consumo: além de chás, seu princípio ativo entra na fórmula de alguns medicamentos.

  5. Valeriana, ou Valeriana officinalis – Suas propriedades são extraídas da raiz. Melhora o sono. Formas de consumo: é usada na produção de fitoterápicos e em chás e infusões, apesar do gosto amargo.

Terapias Alternativas

Terapias complementares e alternativas podem ser usadas em conjunto com terapias convencionais para reduzir os sintomas de ansiedade. Há um interesse crescente nesses tipos de terapias alternativas, já que elas não são invasivas e podem ser úteis para os pacientes. Elas normalmente não buscam a substituir terapias convencionais, mas podem ser uma terapia adjunta que pode melhorar a qualidade de vida geral dos pacientes.

Gerenciamento de Estresse

Um conjunto de atividades direcionadas para que o próprio indivíduo crie conscientemente uma resposta de relaxamento em seu corpo. Essa resposta consiste em uma respiração mais lenta, que resulta em uma pressão arterial mais baixa e sensação geral de bem-estar. Essas atividades incluem: relaxamento progressivo, visualizações guiadas, biofeedback e exercícios de auto-hipnose e respiração profunda.

Meditação

Uma prática de mente e corpo na qual os indivíduos são instruídos a ficar atentos a pensamentos, sentimentos e sensações de maneira não julgadora. Mostrou-se eficiente na redução dos sintomas de estresse psicológico em pacientes com ansiedade.

Ioga

Uma prática de mindfulness que combina meditação, posturas físicas, exercícios respiratórios e uma filosofia própria. Mostrou-se útil na redução de alguns sintomas de ansiedade e depressão.

Como controlar a ansiedade

Todos os seres humanos sentem ansiedade. Em muitos casos ela pode ser benéfica, como quando faz uma pessoa a estudar para uma prova difícil ou força alguém a fugir do perigo. Embora seja normal sentir um pouco de ansiedade com situações difíceis e preocupações com a vida, às vezes pode ser difícil lidar com ela, gerando aquela sensação de estar sobrecarregado. Abaixo, fornecemos uma lista de dicas e estratégias te ajudar a evitar que sua ansiedade atinja um nível prejudicial. Mesmo que nem todos lutem contra um distúrbio de ansiedade alto, estratégias para ajudar a aliviá-la e lidar com a ansiedade "normal" do dia a dia podem te ajudar a viver a vida que você deseja.

Estratégias de Relaxamento

Estratégias de relaxamento, como a respiração profunda diafragmática, demonstraram diminuir a pressão arterial, desacelerar a freqüência cardíaca e reduzir a tensão comumente associada ao estresse. Praticar estratégias de relaxamento regularmente pode te dar as ferramentas necessárias para reduzir a ansiedade, permitindo que seu corpo mude do estado ansioso para um estado mais relaxado e calmo em resposta a estressores.

A visualização guiada é outra estratégia de relaxamento que pode ajudar a reduzir ou prevenir uma ansiedade destrutiva. A visualização guiada utiliza uma mentalização direcionada para criar o relaxamento. Isso pode envolver imaginar a sua praia favorita ou um jardim tranquilo que irão distraí-lo do seu estado ansioso e permitir que sua mente e corpo se concentrem nos pensamentos e sensações positivas do exercício imagético.

Aprender a utilizar estratégias de relaxamento como uma estratégia de lidar com a ansiedade pode aumentar sua confiança de que você será capaz de lidar com a ansiedade durante situações angustiantes. As estratégias de relaxamento são uma ótima ferramenta para a prevenção da ansiedade porque são gratuitas, simples e geram resultados instantaneamente.

Mindfulness, Meditação e Yoga

Uma definição simples de mindfulness inclui a prática de estar consciente, sem julgamento, no momento presente. Quando se sente ansioso, muitas vezes você pode sentir que você não tem controle sobre sua mente ou sobre a reação do seu corpo ao estresse. Você também pode sentir que a ansiedade faz com que você fique remoendo os erros do passado ou tenha medo dos erros do futuro.

A prática de mindfulness, meditação e yoga pode aumentar sua consciência do mundo ao redor e aumentar seu controle sobre as situações que você vivencia e sua reação a elas. A sensação de falta de controle é geralmente um sintoma de ansiedade quando uma pessoa está se sentindo sobrecarregada e estressada. Praticar essas estratégias pode ajudá-lo a viver a vida no presente e desfrutar das coisas em sua vida que lhe trazem alegria.

Exercício, dieta saudável e descanso

Outra importante estratégia de prevenção da ansiedade é incorporar o exercício em suas atividades diárias. É comprovado que a prática de exercícios reduz os hormônios do estresse que influenciam a ansiedade e também melhora o humor como um todo. O exercício também pode ajudá-lo a se desvencilhar da preocupação e do estresse e a focar na tarefa de se exercitar. Exercícios como corridas leves ou caminhadas rápidas que podem ser incorporadas em suas atividades diárias podem ajudar a reduzir o impacto da ansiedade quando ela ocorre.

Uma dieta saudável também é importante para reduzir e prevenir a ansiedade. Parece contraintuitivo que você pode "comer até se acalmar", mas manter uma dieta saudável pode realmente ajudá-lo a se sentir mais tranquilo no dia a dia, apesar dos estressores. Alguns alimentos que são particularmente úteis para reduzir a ansiedade incluem alimentos com ômega 3 (ou seja, salmão, nozes e linhaça) e probióticos. Evite alimentos oleosos, açucarados, com alto teor de gordura e processados. Além disso, evitar cafeína e substâncias pouco saudáveis (como, álcool) em momentos de ansiedade pode ser benéfico. Beber álcool parece uma boa maneira de se acalmar, mas pode levar a sintomas mais persistentes de ansiedade. Incorporar uma dieta saudável em seu estilo de vida é fundamental para prevenir e reduzir a ansiedade.

Não dormir o suficiente pode desencadear ansiedade. Estresse e ansiedade também podem interferir no sono e fazer com que você fique acordado à noite. Pode ser um ciclo frustrante quando os estressores do dia e as preocupações com o futuro o fazem ficar acordado à noite. Tire algum tempo para relaxar antes de dormir com algumas das estratégias de relaxamento e meditação acima. Além disso, em vez de deixar que sua mente fique solta à noite, tente colocar seus pensamentos, preocupações e planos para o dia seguinte no papel antes de dormir. Isso aliviará sua preocupação de esquecer algo que precise fazer no futuro e permitirá que você relaxe e descanse.

Conscientização e Identificação de Gatilhos

Um componente chave para a prevenção da ansiedade é a conscientização. Aprender a reconhecer seus padrões de pensamento ansiosos quando eles surgirem pode te ajudar a gerenciá-los e reduzi-los rapidamente. A conscientização da ansiedade começa com a tentativa de identificar a causa e/ou gatilho de ansiedade e ganhar uma compreensão de como isso afeta seu humor e comportamento.

Seu chefe recentemente te deu feedback negativo no trabalho e você está preocupado que não é bom o suficiente para o que é esperado pela empresa? Você esperou até o último minuto para estudar para um teste e está se sentindo ansioso por achar que não irá bem? Identificar a fonte de sua ansiedade é o primeiro passo para descobrir a melhor maneira de aliviá-la.

Às vezes há coisas em sua vida que você já sabe que geram ansiedade. Pode ser um teste importante, ter que fazer um discurso,, se apresentar para outras pessoas e/ou o estresse e a ansiedade da paternidade. Depois de identificar seus gatilhos, você pode começar a praticar estratégias de enfrentamento que ajudam a acalmar sua ansiedade antes e durante o acontecimento.

Por exemplo, se você sabe que costuma procrastinar quando precisa estudar para um teste e fica nervoso enquanto tenta resolvê-lo, tente estratégias de estudo que o levem a começar a estudar mais cedo e a definir cronogramas de estudo realistas.

Se depois de um longo dia cuidando dos filhos você se sente exausto e ansioso pelas coisas que ainda precisa fazer, pode colocar na sua agenda um “tempo para mim”. Com ele, você garantirá que terá tempo para relaxar, exercitar ou participar de uma atividade prazerosa que você sabe que ajudará a reduzir sua ansiedade. Cuidar de si é importante para poder cuidar dos outros.

Ter um diário para você registrar seus gatilhos, humor, pensamentos e comportamentos que são afetados pela ansiedade pode ajudar. Isso será ainda mais útil para identificar a causa da sua ansiedade e perceber quando pensamentos nocivos que aumentam a ansiedade começam a aparecer.

Amigos que apóiam e família

Algumas pesquisas mostram que pessoas que têm amigos próximos e solidários têm maior capacidade de combater doenças mentais e físicas do que pessoas reclusas. A mente pode ser o nosso pior inimigo quando estamos ansiosos e ter uma rede de apoio que você pode conversar sobre suas preocupações mais profundas e desabafar evita que a ansiedade consuma sua vida. Encontre amigos confiáveis com os quais você possa se abrir que eles serão um ouvido atento e darão apoio em momentos de ansiedade.

Encontrar a estratégia certa que funciona para você controlar sua ansiedade é importante. Talvez você ache que não tem tempo para programar seu "tempo para mim" em sua agenda ocupada e precisa encontrar outra maneira de reduzir sua ansiedade. Um amigo ou terapeuta pode ser um ótimo recurso para procurar se você acredita que precisa de ajuda para encontrar as estratégias certas para lidar com sua ansiedade.

Como buscar ajuda profissional? A diferença entre psicólogo e psiquiatra

Como os psicólogos e psiquiatras geralmente trabalham juntos para o bem-estar dos pacientes, suas descrições de trabalho sempre geram dúvidas. No entanto, existem várias diferenças cruciais entre um psicólogo e um psiquiatra, sendo a mais crítica a natureza do tratamento nas duas profissões.

Psicologia x Tratamento Psiquiátrico

Como os psiquiatras são médicos formados, eles podem prescrever medicamentos e passam grande parte do tempo com pacientes sob acompanhamento com o uso de remédios, como forma de tratamento. Já os psicólogos dão enfoque extensivamente na psicoterapia e tratam o sofrimento emocional e mental em pacientes com intervenção comportamental. Os psicólogos também são qualificados para realizar testes psicológicos, o que é fundamental para avaliar o estado mental de uma pessoa e determinar o caminho mais eficaz do tratamento.

Psicólogo x Educação Psiquiátrica

As profissões de Psiquiatria e Psicologia também diferem muito em termos de educação. Psiquiatras frequentam o curso de Medicina e se formam em Clínica Geral, só depois é que praticam quatro anos de treinamento em residência em Psiquiatria. Sua experiência tipicamente envolve o trabalho na unidade psiquiátrica de um hospital com uma variedade de pacientes, desde crianças e adolescentes com distúrbios de comportamento até adultos com casos graves de doença mental.

Ao longo de sua formação, os psicólogos estudam o desenvolvimento da personalidade, a história dos problemas psicológicos e a ciência da pesquisa psicológica. As diversas opções de pós-graduação oferecem uma preparação rigorosa para uma carreira em psicologia, ensinando os alunos a diagnosticar distúrbios mentais e emocionais em diferentes situações.

Psicologia x Psiquiatria

Depois de consultar um médico clínico-geral para uma referência, o paciente pode ser encaminhado para iniciar o tratamento regular com um psicólogo, que aborda padrões comportamentais. Esse psicólogo pode encaminhar o paciente a um psiquiatra, que pode prescrever e monitorar a medicação. O psicólogo e o psiquiatra vão trabalhar em conjunto para tratar os sintomas do paciente, tanto do ponto de vista comportamental como clínico.

Os campos da Psicologia e da Psiquiatria são essenciais na pesquisa e no desenvolvimento de tratamentos para melhorar a saúde mental e emocional, como no caso da ansiedade. Diferenças à parte, psicólogos e psiquiatras compartilham um objetivo comum no tratamento à ansiedade: ajudar as pessoas a se sentirem melhor.

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